Com
algum tempo deitado na cama, João entra em um sono ali mesmo no local. Começa
então a sentir uma sensação estranha de frio, como se alguém tivesse ligado o
ar condicionado, mas cansado com a procura que estava fazendo, não se importa
fica ali imóvel deitado na cama.
Depois
de alguns minutos, levanta-se e fica sentado na beirada, e percebe que os
objetos ao redor estavam fora de lugar e também observa que a luz do banheiro que
estava desligada, fica a liga e a desligar de modo contínuo, então ele pensa,
será que deu problema de novo na afiação.
Olha
em seguida para a porta do quarto e ali ver a madeira demasiada velha, mas
ficou a pensar consigo mesmo, aquela porta eu comprei nem faz ano e já se
encontra assim, oh que prejuízo. Fica então estático por alguns minutos, até que
decide se levantar para buscar algo para comer na cozinha.
Abre
a porta do quarto e não ver ninguém na casa, ele fica então a entender que os
filhos ainda não tinham chegado do colégio, assim como os familiares estavam a
caminho para falar com ele e não tinham chegado. Então João segue até a cozinha
para comer algo, pois já faz algumas horas que tinha feito um lanche.
Pega
pedaço de pão, queijo que se encontra na geladeira, suco de laranja e coloca
tudo em cima da mesa de alumínio que se encontra no centro da localidade e põe
para proceder com a refeição. Sente novamente um frio intenso e questiona, já
que em Belém naquele momento estava demasiado de quente.
O
rapaz se senta a mesa e prontifica a pegar as refeições para comer, olha para o
relógio de parede e ele tenta ver a hora, mas aquele relógio estava parado, então resmunga, caramba já acabou a pilha. Depois de meia hora à mesa,
busca seguir para a pia e lavar as mãos.
A
água estava muito barrenta, João então vai à geladeira para pegar o líquido
mineral limpo para proceder com a limpeza.
Lava as mãos com água e sabão e logo em seguida busca a toalha para se
secar. Logo depois segue de volta para o seu quarto, antes de prosseguir
perceber um detalhe, a televisão da sala se encontrava ligada, mas ele não
ligou muito, já que em alguns momentos os filhos deixavam a tevê assim e saiam
da casa.
Quando
João abre a porta do seu quarto, ele escuta um barulho estranho pela banda do
banheiro, e pensa consigo mesmo, mas como assim estou sozinho em casa como
alguém pode se encontrar no meu banheiro. Ele pensa que é algum tipo de ladrão
da redondeza que adentrou a sua propriedade e logo se prontifica a pegar algo, para
enfrentar aquele invasor.
Assim
segue até a porta do banheiro, as luzes ainda se encontram de modo continuo a
ligar e a desligar. Quando ele chega à proximidade as luzes do banheiro param
de piscar e ali dentro fica escuro. Mas prossegue com seu plano de ver e pegar
aquele indivíduo que ali quer o roubar.
Ao
abrir a porta olha para dentro do banheiro e não ver ninguém, logo em seguida
escuta uma voz feminina de dentro do quarto atrás dele.
-
João...João...João.
Assim
pensou consigo mesmo que aquela voz ele conhecia de algum lugar, então se
prontificou a voltar para o quarto.
Quando
olha para dentro do quarto em um canto ver uma mulher de costa para parede, de
vestido branco imóvel. Ali ele fica assustado, já que não conseguia lembrar
daquela pessoa ou ate mesmo, entender o que faria aquele ser ali parado no seu
quarto.
-
Ei você, quem é? João pergunta.
Aquela
pessoa ali de costa de frente para a parede fica em silêncio, apenas se mexe um
pouco mais para frente contra a parede. O rapaz curioso querendo saber mais,
pergunta novamente.
-
Ei você, o que tá fazendo aí?
Até
que depois de alguns minutos aquela pessoa vira.
-
Glória!!!!?
Logo
em seguida ele cai como uma manga madura da cama, e bate o braço. Fica ali no
chão por alguns instantes até que a dor passe, sem saber muito que pensar da
experiência que acabara de ter, será um sonho? Ele questionava. Então levanta e
ver a foto que estava beijando Glória, e percebe na roupa que a mulher que
acabara de ver no cochilo, era a mesma daquela fotografia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário