quarta-feira, 28 de agosto de 2019

XXII – Preparativos para a visita


Em um sábado ensolarado João acorda alegre e ao mesmo tempo pensativo. Mas com o decorrer dos minutos começa a fazer os primeiros preparativos para o churrasco no quintal. Chama a mãe e pergunta o que ela pode fazer, a dona Jacinta pensa e ver que pode colocar no fogo um arroz, farofa, vinagrete, algo para receber bem a namorada do garoto.

A menina irá visitar a casa no inicio da tarde, ela não sabia que iria ter o churrasco, o menino preferiu que a jovem Glória não soubesse da festividade organizada as escondidas. A organização do festejo foi feita entre segredo pelos familiares do João e ele queria que fosse assim, para não assustar a garota por algum motivo que a impediria de chegar até a festividade.

No decorrer do tempo daquela manhã um tio do garoto vai à feira para comprar alguma carne e também tempero para melhor preparo da alimentação que será servida nas próximas horas. O garoto percebe que a casa não tem a grelha para por as carnes no fogo, então segue até o mercadinho e compra uma feita de aço e ferro. E deixa na cozinha para que possa ser utilizada mais tarde na preparação da comida.

A prima de João a Victoria chega cedo para ajudar na arrumação para a festividade, ainda não tinha conhecido a garota, mas estava entusiasma para saber quem é aquela que conquistou o coração de seu primo. Nas diversas situações, ela perguntava para o garoto, algumas características da menina, como era o jeito e assim como também, o modo de vestimenta.

- Então primo, do que ela gosta?
- Bem ela é um pouco tímida. Mas ela gosta de várias coisas.
- Hum, ela gosta de Brega?
- Bem, ainda não notei. Sei que os pais dela gostam de MPB.
- Ah tá. Então primo vocês já fizeram aquilo?
- Calma prima. Isso ainda não.
Lá no quintal a dona Jacinta grita para João,
- Vem colocar o fogo aqui! Estou tratando a comida!
- Tá bom mãe.

Quando o garoto vai rumo ao quintal da casa, ele percebe que seu celular começa a fazer barulho e logo pensa, é a Glória. Então vai atender o telefonema que ali recebera.

- Oi Glória.
- Oi João.
- Você vem hoje?
- Não sei, tou vendo. Tive um imprevisto.
- O que foi?
- Perdi o dinheiro da passagem. A mamãe só vai chegar mais tarde e o papai também.
- Poxa...
- Mas estou vendo aqui. E daqui a pouco te confirmo se vou ou não.
- Ah você tem que vim. Mas tá bom, eu vou ficar aqui esperarando.
- Tá bom. Beijo.
- Beijo.

Assim, João segue para o quintal para fazer o fogo. Ele pega vários papéis que estava no chão da casa e utiliza álcool para jogar no resto de carvão que encontrou no canto da casa. E segue nas tentativas até que a fumaça apareça como fogueira viva, e então, o fogo inicia calmamente, como se estivesse esperando algo mais.

- Menino já já, tem carne temperada para colocar no fogo. Não deixa apagar, fica aí um pouco para cuidar de não apagar.
- Tá bom mãe.

Quando lá de dentro vem o tio do garoto e pede para cuidar do fogo tímido. Então o menino aceita, e prontifica a sua saída do local. Depois de certo tempo, olha para o celular, ver uma chamada perdida, é da Glória. Então retorna a ligação.

- Glórinha, você vem?
- Oi, eu vou. O papai chegou mais cedo. É... me espera na parada.
- Tá bom.

O garoto desliga o celular e ver que horas os ponteiros sinalizavam. Ia dar meio-dia, hora que o sol fica bem quente na cidade, no meio do planeta. Então ele percebe que o clima tá igual um forno, pega a sombrinha e segue para a parada esperar a namorada.

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