Sábado
à noite, horas antes chovia forte, Glória ficou no seu apartamento para
preparar o jantar. Não sabia se o namorado iria para o encontro, já que choveu
bastante antes, o céu ainda estava nublado, com eminência de chuva forte.
A
mãe da garota saiu para supermercado fazer compras. O pai ficara na casa
fazendo alguns ajustes no chuveiro elétrico que tinha pifado no dia anterior. A
mãe e o pai de Glória ficaram de acordo com aquele primeiro jantar, aquele que
iria ocorrer com João. Até pediram para a menina fazer algo bem feito,
e estavam ajudando para que aquele primeiro contato com a família fosse muito bom.
-
Pai como faço para escorrer o arroz?
-
Bem filha, você tem que colocar no escorredor ali e depois jogar na pia bem
ali. E temperar para que depois você possa deixar naquela vasilha dentro do
armário.
-
A tá. Mas depois que o frango ficar assado eu coloco mais tempero nele também?
-
Filha você já colocou o que nele?
-
O de sempre. Aquele tempero que o senhor me ensinou outro dia.
-
Bem, depois de assar, você testa o gosto e coloca um pouco de sal se for
preciso.
-
Tá bom.
No
decorrer do tempo os preparos que até então a garota estava fazendo começam a
ficar finalizado. Até que em certo momento a mãe da jovem chega com as compras
e tira da sacola, um sorvete de supermercado. E deixa em cima da mesa e olha
para a menina e percebe que ela coloca o frango em uma vasilha de vidro, então
fala:
-
Oh deixei um sorvete aqui de morango. É se quiseres fazer o creme, pode pegar
ele, tá bom?
-
Tá mãe, pode deixar.
Naquele
instante já chegava às sete horas da noite. Naquele momento a jovem recebe uma
mensagem em seu celular, do seu namorado. Dizia que já estava chegando e que
era para ela ficar a espera dele no portão do prédio. Então Glória faz os
últimos preparativos, faz a mesa, pega os talheres as cadeiras e se prontifica
a esperar o garoto perto da guarita do porteiro do prédio.
-
Mãe! Vou lá embaixo esperar o João.
-
Tá bom filha. Não demora. Vou ficar por aqui arrumando alguma coisa para você
querida.
-
Tá.
Depois
de alguns minutos chega o garoto. Com a sua bicicleta pela beirada da rua. A aproximação
ocorre de modo calmo e silencioso e com movimentos cada vez mais lentos até
chegar à porta do prédio. Assim que chega pega a bicicleta e deixa na parte da
frente, na varanda pequena coberta onde as pessoas no final de tarde ficam para
presenciar a movimentação da rua.
-
Entra, vem. Deixa aqui a bicicleta.
-
Tá. Aqui?
-
Isso.
Depois
que o garoto deixa a sua locomoção, ele segue junto com a jovem para pegar o
elevador do prédio. Naquele momento o menino estava muito nervoso e a Gloria, o
acalmava com palavras doces. Até que em certo momento o elevador para, e a menina sinaliza, é aqui, então seguem o corredor até o apartamento dela.
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