quinta-feira, 25 de julho de 2019

XVIII - Encontros


O curso de Direito foi seguindo e os semestres também, ali sem saberem o que fazer os dois garotos estavam entre idas e vindas. Algumas vezes marcavam encontro outras vezes se afastavam, e eles não produziam algo de um relacionamento amoroso, um namoro. Muitos da turma desconfiavam que os jovens estivessem em um tipo de relação mais próxima, mas ficavam a pensar sem ter certeza de que aquilo era mesmo real.


- João, tudo bem?
- Oi Glória, tudo. E com você?
- Estou bem.


Entre as idas e vindas, ocorriam encontros à escondida. Como de uma vez que João convidou a Glória para ir ao Bosque Rodrigues Alves à tarde. A garota aceitou o convite, então ambos seguiram para o local. Lá ficaram em uma espécie de castelo de pedra onde muitos frequentadores ficam para passear e namorar. Naquela tarde tinha chovido muito, mas os dois prontificaram a seguir com o combinado e aproveitar aquela ocasião. Foi lá que João concedeu a flor Flamboyant que se encontrava caída no chão do local e colocou aquele ornamento na orelha da garota.

Também teve uma tarde que a aula foi suspensa e ambos foram à Praça da República, onde ficaram abraçados em um coreto que ficava pelo meio da localidade, foi lá que Glória deu uma pulseira de couro que ela guardava da avó para o garoto. Naquele dia o vento batia frio, pois o período da chuva era intenso. O clima belenense presenciava uma garoa no final de tarde e um vento forte antes do cair da chuva do inicio de noite.

Os jovens algumas vezes seguiam para o Forte do Castelo, avistavam aquela imensidão de água. Em alguns momentos ficavam vendo os barcos passarem para o Ver-o-Peso e ali se prontificavam a ver a beleza natural amazônica. O vento bate com frequência no porto de Belém, assim como a movimentação de alguns barcos que se prontificavam a atracar na ‘pedra’ do Ver-O-Peso, para seguir a viagem pesqueira.

Importante colocar que foi, no Forte do Castelo, João pediu Glória em namoro. Esperou um bom tempo para o pedido, até que no final da visita ao local quando ambos estavam se preparando para ir embora, o garoto pegou um buquê de Quassia Amara, com flores bem vermelhas, estava ali guardado também na mochila o anel que tinha comprado no comércio.


- Glória, desde que chegaste na minha vida. Foste bastante importante para mim.
- João?
- E queria te pedir algo. Não sei se vai aceitar, mas espero que aceite.
- Hãm? Que?
- Queres namorar comigo, Glória? 
- Mas que lindo João. Eu quero.
- Então pega esse buquê, é para você. Minha princesa!


A garota pega as flores e ficar a olhar aquele presente que acabara de receber. Olha para o garoto e perceber que ele possui uma joia pequena, não sabe muito bem o que é, espera que o jovem rapaz fale algo mais.


- Toma, deixa eu colocar em seu dedo o anel que comprei.
- Tá.


Depois que o garoto colocou o anel no dedo da menina, os jovens ficaram ali por alguns instantes abraçados a perceber a paisagem e em alguns momentos ficam a se beijar e acariciar. Para ambos o ocorrido foi algo mágico e uma energia diferente pairava no ar. Algo de ordem magnética universal humana começa a surgi lá da imensidão temporal, dos ventos do norte.

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