O
curso de Direito foi seguindo e os semestres também, ali sem saberem o que
fazer os dois garotos estavam entre idas e vindas. Algumas vezes marcavam
encontro outras vezes se afastavam, e eles não produziam algo de um
relacionamento amoroso, um namoro. Muitos da turma desconfiavam que os jovens estivessem
em um tipo de relação mais próxima, mas ficavam a pensar sem ter certeza de que
aquilo era mesmo real.
-
João, tudo bem?
-
Oi Glória, tudo. E com você?
-
Estou bem.
Entre
as idas e vindas, ocorriam encontros à escondida. Como de uma vez que João
convidou a Glória para ir ao Bosque Rodrigues Alves à tarde. A garota aceitou o
convite, então ambos seguiram para o local. Lá ficaram em uma espécie de
castelo de pedra onde muitos frequentadores ficam para passear e namorar.
Naquela tarde tinha chovido muito, mas os dois prontificaram a seguir com o combinado
e aproveitar aquela ocasião. Foi lá que João concedeu a flor Flamboyant que se encontrava
caída no chão do local e colocou aquele ornamento na orelha da garota.
Também
teve uma tarde que a aula foi suspensa e ambos foram à Praça da República, onde ficaram abraçados em
um coreto que ficava pelo meio da localidade, foi lá que Glória deu uma
pulseira de couro que ela guardava da avó para o garoto. Naquele dia o vento
batia frio, pois o período da chuva era intenso. O clima belenense presenciava uma
garoa no final de tarde e um vento forte antes do cair da chuva do inicio de
noite.
Os
jovens algumas vezes seguiam para o Forte do Castelo, avistavam aquela
imensidão de água. Em alguns momentos ficavam vendo os barcos passarem para o Ver-o-Peso e ali
se prontificavam a ver a beleza natural amazônica. O vento bate com frequência
no porto de Belém, assim como a movimentação de alguns barcos que se
prontificavam a atracar na ‘pedra’ do Ver-O-Peso, para seguir a viagem
pesqueira.
Importante
colocar que foi, no Forte do Castelo, João pediu Glória em namoro. Esperou um
bom tempo para o pedido, até que no final da visita ao local quando ambos
estavam se preparando para ir embora, o garoto pegou um buquê de Quassia Amara,
com flores bem vermelhas, estava ali guardado também na mochila o anel que tinha
comprado no comércio.
-
Glória, desde que chegaste na minha vida. Foste bastante importante para mim.
-
João?
-
E queria te pedir algo. Não sei se vai aceitar, mas espero que aceite.
-
Hãm? Que?
-
Queres namorar comigo, Glória?
-
Mas que lindo João. Eu quero.
-
Então pega esse buquê, é para você. Minha princesa!
A
garota pega as flores e ficar a olhar aquele presente que acabara de receber.
Olha para o garoto e perceber que ele possui uma joia pequena, não sabe muito
bem o que é, espera que o jovem rapaz fale algo mais.
-
Toma, deixa eu colocar em seu dedo o anel que comprei.
-
Tá.
Depois
que o garoto colocou o anel no dedo da menina, os jovens ficaram ali por alguns
instantes abraçados a perceber a paisagem e em alguns momentos ficam a se
beijar e acariciar. Para ambos o ocorrido foi algo mágico e uma energia
diferente pairava no ar. Algo de ordem magnética universal humana começa a
surgi lá da imensidão temporal, dos ventos do norte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário