Os
dois jovens ficam a sentar no banco da praça observando o movimento e o clima
festivo. Naquele momento várias pessoas se encontram na localidade com
felicidade, estavam envolvidas com a festividade que ali ocorria. Por diversas
vezes ouvia-se risada conversas altas um ou outro bebendo refrigerante, água,
cerveja, e muitas pessoas sentadas em alguma parte da localidade.
Então
João pergunta para Glória:
-
Estais gostando Glória da festividade?
-
Sim, muito. Faz tempo que eu não vejo algo do tipo. A última vez faz tempo já.
-
Quando foi?
-
Eu era criança ainda. Mamãe me levou em um período de férias para a Ilha do
Marajó. Conhece?
-
Sim. Tenho parente lá.
-
Então, eu fui pra lá e vir alguns grupos dançando em um festival que foi em uma
praça de lá. Foi bem legal, mas lembro pouco, já que eu era muito pequena sabe.
Naquele
instante chega um vendedor de rosa e pergunta se João quer comprar o produto,
para presentear a moça ao lado.
-
Oi, queres uma rosa para presentear a princesa?
-
Quanto tá mano?
-
Oh, dois conto. É cheirosa em.
-
Beleza, passa uma.
-
Tá bom. Pega essa. É bem bonita.
A
garota glória fica ali a olhar aquela compra e não entender muito bem o que
estava ocorrendo. Afinal via o garoto como amigo e nada de mais até então.
Assim que João comprou a rosa, ficou a olhar para a menina de modo a pensar o
que falaria para ela, até que em certo momento.
-
Uma rosa para outra rosa.
A
menina fica estática sem saber o que falar, então.
-
Pra...Pra mim, João?
-
Sim, pra você minha princesa.
-
Mas...Mas... O que ?
-
Toma. Você é como uma rosa. Tens o perfume de uma rosa. Tens a beleza de uma
rosa. E és única como uma rosa no jardim.
-
Obrigada. Nunca ganhei uma rosa de ninguém.
-
Toma. Uma homenagem para você.
-
Ah...É tá bom.
A
garota pega a rosa e fica a cheirar e sentir um frescor muito bom daquela vermelhidão
que ali segurava. Fica com olhar distante pensando, não sabe muito bem como
conversar, até que a menina olha para o garoto e fala:
-
E João, o que é aquilo vermelho no poste. É uma garrafa com lâmpada dentro.
-
Ah, é sim. Quer dizer que tem Açaí para vender. É um sinal.
- Ah tá.
-
Muitas vezes eles fazem de manhã quando sobra, eles vendem a noite ou fazem na
hora mesmo. É legal comer a noite, ruim é na hora de dormir. O negócio
pesa.
-
Ah sim.
Naquele
instante começa a ventar de modo intenso e as nuvens a se formar no céu. Inicia
assim os primeiros pingos de chuva que com alguns minutos, fica cada vez intenso.
-
Vamos sair daqui glória.
-
Vamos.
Os
dois jovens vão à proteção na frente da igreja de Santo Alexandre. E
ali presenciam a chuva forte que com barulhos de trovões que muitas vezes abriam
um clarão em direção ao forte, espantava as pessoas que ali estavam.
Os
garotos ficam em um canto esperando aquele dilúvio passar. Até que em certo tempo
como se fosse de ordem natural magnética, glória olha para João e se aproxima
de maneira silenciosa, e dar um beijo na boca dele sem ao menos o garoto esperar.
Então o primeiro beijo ocorre entre os jovens, que ficam ali a aproveitar
aquele clima que expressava as emoções até então sentida.
Aquilo
acabou depois que alguém por ali gritou:
-
A chuva tá passando!
Os
dois se espantam, então João diz:
-
Vamos embora. Já tá tarde.
-
Tá, vamos João.
Já
se passavam das dez horas da noite, a festividade estava em seus procedimentos finais.
As pessoas que ali se encontravam, depois da chuva, procuram a parada para
prosseguir de volta as suas casas. Assim como os dois jovens que ali estavam tentando
entender à vida que os possuíam.
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