Quando
os garotos descem do automóvel percebem que a chuva começa engrossar e decidem ficar perto da igreja que faz parte do Feliz Lusitana, no Forte do
Castelo. Muitos que ali se encontravam situavam-se a se proteger da chuva, embaixo de algumas barracas que ali se localizavam.
A
festividade de Carimbó estava para começar, alguns dançarinos preparavam a roupa outros observavam como ocorreria o desempenho apresentavam os primeiros movimentos. Alguns
músicos com seus instrumentos começavam a formar a roda para a ambientação da
dança, da batida eloquente amazônica.
Com
o decorrer do tempo, a chuva diminuía e com isso, as pessoas começavam a se
reunir ao redor daqueles que ali se organizavam para o espetáculo. Uma batida ali, outra por ali,
mas uma ajeitada por ali. Uns sons dos variados curimbós que estavam presente começam a expressar as primeiras sequências das canções.
As moças e os rapazes presente estavam a se
preparar para dançar, eles vestiam roupas largas, brancas, com detalhes floridos em
algumas partes da vestimenta. As moças utilizavam
vestido que chegava até ao joelho. Os rapazes vestiam calças de linho
que chagava até a parte de baixo da perna.
Em certo momento um grito ocorreu, do mestre de Carimbó que ali estava e informa que o espetáculo irá começar. As primeiras batidas iniciam, como também os
primeiros movimentos para acompanhar a melodia. Como um trovão de letras
mágicas, a composição se evidência.
Vem vem menina
Vem vem dançar
O nosso Carimbó
A nossa forma de amar
Naquele
momento Glória e João percebem a sonoridade, as pessoas ao redor ficam a
prestar atenção. Perto do local o jovens decidem verificar como a roda vem ocorrendo.
-
Vem Glória.
-
Tá
Pela
primeira vez a garota presencia aquela forma sensual, não tinha até então, presenciado
pessoalmente apenas pela televisão. Encantada fica a aproveitar a sutileza a
música, os instrumentos, a dança, a poesia. Por
alguns instantes fica estática, sem saber o que falar, dizer, apenas
observa aquilo com alegria.
-
E João, o que ela tá fazendo?
-
Ah sim, as vezes ela chama algumas pessoas para participar da roda.
-
Legal.
-
Queres ir lá, senhorita?
-
Eu? Não, Não.
Passado
um tempo João decide sentar em um banco ali pela proximidade, encontra um a
frente, já no meio de uma praça que ali se encontrava. Glória depois de certo tempo, acompanha o garoto.
O
clima da cidade estava bom, a lua aparecia entre as nuvens que se
encontravam lá em cima. O frescor era sentido e surgia entre a movimentação
da festividade. As pessoas se encontravam felizes, com o modo singelo e simples da composição cultural.
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