segunda-feira, 11 de junho de 2018

XVI – O Forte do Castelo

Quando os garotos descem do automóvel percebem que a chuva começa engrossar e decidem ficar perto da igreja que faz parte do Feliz Lusitana, no Forte do Castelo. Muitos que ali se encontravam situavam-se a se proteger da chuva, embaixo de algumas barracas que ali se localizavam.

A festividade de Carimbó estava para começar, alguns dançarinos preparavam a roupa outros observavam como ocorreria o desempenho apresentavam os primeiros movimentos. Alguns músicos com seus instrumentos começavam a formar a roda para a ambientação da dança, da batida eloquente amazônica.

Com o decorrer do tempo, a chuva diminuía e com isso, as pessoas começavam a se reunir ao redor daqueles que ali se organizavam para o espetáculo. Uma batida ali, outra por ali, mas uma ajeitada por ali. Uns sons dos variados curimbós que estavam presente começam a expressar as primeiras sequências das canções.

  As moças e os rapazes presente estavam a se preparar para dançar, eles vestiam roupas largas, brancas, com detalhes floridos em algumas partes da vestimenta. As moças utilizavam  vestido que chegava até ao joelho. Os rapazes vestiam calças de linho que chagava até a parte de baixo da perna.

Em certo momento um grito ocorreu, do mestre de Carimbó que ali estava e informa que o espetáculo irá começar. As primeiras batidas iniciam, como também os primeiros movimentos para acompanhar a melodia. Como um trovão de letras mágicas, a composição se evidência.


Vem vem menina
Vem vem dançar
O nosso Carimbó
A nossa forma de amar



Naquele momento Glória e João percebem a sonoridade, as pessoas ao redor ficam a prestar atenção. Perto do local o jovens decidem verificar como a roda vem ocorrendo.


- Vem Glória.
- Tá


Pela primeira vez a garota presencia aquela forma sensual, não tinha até então,  presenciado pessoalmente apenas pela televisão. Encantada fica a aproveitar a sutileza a música, os instrumentos, a dança, a poesia. Por alguns instantes fica estática, sem saber o que falar, dizer, apenas observa aquilo com alegria.



- E João, o que ela tá fazendo?
- Ah sim, as vezes ela chama algumas pessoas para participar da roda.
- Legal.
- Queres ir lá, senhorita?
- Eu? Não, Não.



Passado um tempo João decide sentar em um banco ali pela proximidade, encontra um a frente, já no meio de uma praça que ali se encontrava. Glória depois de certo tempo,  acompanha o garoto. 

O clima da cidade estava bom, a lua aparecia entre as nuvens que se encontravam lá em cima. O frescor era sentido e surgia entre a movimentação da festividade. As pessoas se encontravam felizes, com o modo singelo e simples da composição cultural.

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