Próximo
a Doca o ônibus para por algum problema mecânico. O motorista tenta dar a
partida novamente, mas não consegue. Ficar a olhar para o relógio depois
observa o cobrador e se levanta visualiza os passageiros e fala:
-
Pessoal, o ônibus deu prego. Vamos descer e esperar o próximo que ele tá
chegando.
Alguns
passageiros ficam tristes com a situação, mas não reclamam só resmungam. Naquele
momento Glória e João, não perceberam logo o ocorrido e ficaram a conversar.
-
E João, você mora aonde?
-
Ah sim, moro ali na Cremação. E você?
- Eu
moro perto da praça, não tem um colégio ali?
- Sim, tem um ali próximo.
- Eu moro em um daqueles prédios.
Passaram
alguns minutos o cobrador que já tinha saído do carro e estava na parte de fora
do veículo visualiza os dois únicos passageiros que ainda estavam na parte de
dentro, então fala:
-
Ei! Vocês dois, tá vindo outro. Venham logo.
Então
o garoto João percebe, e olha para Glória.
-
Olha vamos sair que tá tudo mundo lá fora.
-
Tá bom.
Naquele
momento que os dois desciam se aproximava o outro ônibus, o Alcindo Cancela.
Aqueles que estavam esperando, prontificaram a entrar pela parte traseira do
veículo. Dando prosseguimento a viagem.
Alguns
minutos depois o carro dobra a Avenida Tamandaré, e antes de chegar a Travessa
Sales, João se prontifica a dar o sinal para a próxima parada.
-
Bem, estou indo.
-
Tá bom.
Quando
os dois estão se despedindo algo estranho ocorre. O abraço para se despedirem
ocasiona certa energia. Então um fica a olhar para o outro por alguns
instantes. Até que em certo momento o ônibus para na parada que João irá
descer. Mas ambos os jovens ficam estáticos sem se movimentar.
O
motorista olha pelo retrovisor do carro e dar um apito com a buzina do
automóvel. O garoto se espanta e perceber que ali é o local da sua descida.
-
Tchau! Glória.
-
Tchau! João.
Então
ele desce e o ônibus se prontifica a seguir a viagem. Um fica a olhar para o
outro entre a janela do coletivo. Até que em certo momento o automóvel dobra
para pegar outra rua mais a frente.
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