quarta-feira, 4 de abril de 2018

VIII - Festividade

O Garoto voltando de uma aula em um sábado na bicicleta passa por uma festividade na Rua dos Pariquis. Época de fogueira, jogar foguetinho, arraial com roupa colorida que em diversos cantos da cidade, fica povoada com quadrilhas, homens e mulheres dançando música festiva, barracas bebidas como mingau de milho e comidas típicas como o famoso cuscuz, povoa o envolvimento das pessoas presente.

O garoto ao perceber a movimentação fica a pensar, e entende que no outro dia seria domingo, decide ficar para ver a próxima atração da noite. Começa a roda, construída ali mesmo pela população, o senhor da caixa do som, começa a preparar a próxima música. Crianças ao redor correm de um lado para o outro jogando foguetinho. A fogueira lá no fundo queima pedaços de madeira encontrada em algum lugar perto dali.

Inicia a dança, enfileirados homens e mulheres cada qual com seu par para a harmonia daquele momento.  A música pontua o ritmo daquela quadrilha junina, a cada termino de música as pessoas aplaudem, uns riem com felicidade e outros vão fazendo a festa acontecer organizando e pedindo a atenção da plateia, formada por pessoas que passavam pela rua da capital.

Quando em certo momento começa o concurso para miss caipira, são no total de dez meninas que circulam no corredor humano, com temáticas diferentes e músicas que forma o ritmo daquele momento. Entra a última candidata, loira, branca de olhos azuis, logo o garoto se aproxima bem para ver quem é a candidata, chegando próximo fica ali a lembrar de outra menina.

Começa as lembranças que perpetuam a memória e sentimentos bons. Pensa e começa a imaginar aquela praça a garota daquele dia e que ali esteve a ver a formosura e como ela  aquele sentimento puro harmonioso.

- Será que ela tem namorado...? Fala baixinho.
Alguém no lado do garoto percebe aquela fala e diz:
-Bem dizem que ela tem. Bonita ela.
- Aaa que pena. Poxa. Oh ela já ganhou. Outro rapaz complementa.
- Prefiro à segunda. Mas a terceira, mano!. Um rapaz expõe a percepção.  
Naquele momento João percebe que já passada da nove da noite e decide seguir para a sua casa.

- A mamãe  deve tá preocupada. Resmunga baixo consigo mesmo.

Quando dobra a esquina para em frente ao bar do Antônio, lembra que tinha que comprar ovo para jantar. Torcia para que o feijão não tivesse acabado e que os tios tivessem saído para a bebedeira, pois queria ligar a televisão e sentar no sofá para ver um filme na alta madrugada.  

Deixando a bicicleta encontra a prima Victória fazendo visita para a avó.

- Oi primo como estais?
- Estou bem prima.
- Cadê a titia?
- Bem ela tava aí, mas vou ver. Chegando agora.
- Ah sim. Que bom.
- Estais fazendo?
- Ah visitando a vovó. Queres fazer alguma coisa depois?
- Vamos vou deixar a bicicleta e jantar.
- Tá bom.

Depois de algum tempo João vai de encontro com a prima ficam a conversa na madrugada na varanda da casa da avó. Uma risada aqui outra ali, lembranças de outras épocas das férias na ilha de Mosqueiro. Tempos em tempos passam uma temporada lá na invasão na Bahia do Sol, hoje a casa ocupada por uns dos tios.

Nenhum comentário:

Postar um comentário