quinta-feira, 19 de abril de 2018

IX – Noite de sábado em Icoaraci

A Victória foi convidada por amigos para ir à orla de Icoaraci, mas como não queria ir sozinha, pediu para que João a acompanhasse na viagem. No primeiro momento o garoto não gostou da ideia, porém por conta da insistência da prima, cedeu ao pedido.

Os amigos da menina estavam de carro, eram três. Dois homens e uma menina que era namorada de um dos garotos. Estavam querendo ir à orla, pois naquele sábado teria festividade e estava com vontade de presenciar.

Seguem para a viagem, muitas vezes brincavam um com outro como forma de descontrair e fazer com que o tempo passasse com rapidez. Chegada à entrada de Icoaraci percebem um cemitério o de Santa Izabel e em alguns momentos um ou outro dava um comentário, o avô tinha sido enterrado ali outro a avó, mas seguiram caminho até a orla. 

No local chegam por volta das sete e meia da noite os jovens observam a movimentação que é forte e com variada mesas dispostas para as pessoas pudessem se sentar e ali mesmo consumir algum tipo de iguaria ou bebida. Em vários momento ocorria passeios de diferentes tipos como familiar, romântico, amizade ou aqueles que ocorriam por acaso um encontro inesperado.

Em certo momento daquele passeio, João se encosta-se ao para peito de ferro e fica a olhar para aquela imensidão de água que ali se situa a sua frente. Percebe lá longe navio grande parado. Fica a pensar como a natureza é bela tem simetria sintonia e  muitas vezes agitada e calma. 

Não sabia nadar, mas ficou ali a olhar aquela água e com vontade de saltar para dentro daquela imensidão. Em outros momentos queria voar, com a intensidade do vento que ali ocorria, mas ficou a imaginar que sorte os pássaros tinham de escolher ser livre no ar.

Queria algo mais, então falou com a sua prima para dar uma volta pela orla. Naquele momento o grupo tinha ficado em frente a um bar que ali iria tocar músicas boas e ocorreria a festividade de Carimbó.

- Olha João, a festividade vai ocorrer aqui, falta uma hora para começar. Voltamos daqui a pouco.
-Tá bom prima.
- Pessoal vou aqui com João e já volto.

O garoto e a prima seguem pela orla, logo à frente compram pipoca e ficam a observar o movimento da localidade. Por diversas vezes pessoas passam de um lado para o outro, alguns ficam a perceber qual é a melhor maneira para se movimentar naquele momento.

- Prima vou aqui rápido ver como tá a água.
- Tudo bem primo, cuidado que a maré tá cheia.

Logo que o jovem chega perto do para peito localizado na parte de baixo da orla, senti aquele vento forte vim de encontro com seu rosto. Fica a refletir a vida como se passara até o momento, fica então a encostar-se à parte de ferro da localidade e se aproxima para se firma na estrutura de ferro a sua frente.

Quando percebe, já se passaram alguns minutos. Vai de encontro à escada para subir para a parte de cima do local. Caminha olhando para baixo firmando os degraus quando de repente tem uma sensação estranha. Algo o intuía para olhar para cima, para horizonte, quando observa uma linda pessoa iniciando a descida daqueles degraus de maneira silenciosa.

- É ela! Pensa o jovem.

A garota que João percebe é Glória com sua prima. As duas iniciam a descida uma conversando com a outra. Quando as duas percebem o garoto, Glória fica estática, sem saber o que dizer. Um fica a olhar para o outro por alguns segundo, até que um senhor que estava subindo a escada, pede passagem, então aquela energia silenciosa vai se dispersando naquele instante.
 
- Ooiii...Glória tenta dizer algo.
 - Eeee.... João ficar a olhar aquela pessoa.

Nenhuma palavra a mais saiu da boca de ambos, só ficou uma sensação estranha entre eles, mas com sútil prazer daquele momento. Em seguida os dois jovens seguem o caminho, mas algo mudou no pensamento da garota e do garoto por algum motivo, por alguma ordem sensível.

- João! O que aconteceu primo?
- Nada prima só estava subindo a escada.
- Você tá vermelho, parece Manga rosa.
- Nada não prima.

 O garoto com a prima fica por mais alguns minutos na localidade para observa algo mais, ficam ali, sentam, conversam. Até que em certo momento alguém olha o relógio e observa que teria que voltar à festividade. Os dois levantam e seguem o percurso.

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