As duas meninas Glória e Aline
chegam até o ponto que fica uma cruz, um monumento de mais ou menos dois metros
de altura, e ali se sentam para olhar o movimento da orla. Neste momento
percebem que lá para as bandas da Praia do Cruzeiro, distante cerca de
trezentos metros, tem um alvoroço e reparam que é de alguma aparelhagem.
Aline capta aquilo, fala com a
prima:
- Glorinha, você que ir lá na
aparelhagem? Tem muita gente olha lá!
- Não sei prima, já é um pouco
tarde.
- Mas é rápido a gente só dar uma
passada por lá.
- Vamos ficar aqui hoje. É melhor.
- Ah! Prima, tá bom.
No instante em que as duas
conversam, passa grande quantidade de meninos com bicicletas seguindo o caminho
para a Praia do Cruzeiro. As pessoas prestam atenção no ocorrido, na agitação,
menos as duas jovens que ali ficam a conversar.
Em certo momento um dos garotos vai
ao encontro das meninas e pede que elas deem os seus celulares. Mas Aline
questiona aquilo e começa então uma discussão. Ali perto se encontra um
policial sem farda e visualiza aquele ocorrido.
Antes que o garoto consiga levar os
aparelhos o policial chega perto das meninas e pergunta o que ele fala com
elas. O menino fica sem saber o que fazer e sai dali do local. Calado e sem
falar mais nada com ninguém segue o caminho para outro local.
- Vocês estão bem meninas?
Aline olha aquela pessoa como algo
que nunca tinha visto antes. Sem ligar muito para a situação que acabara de
acontecer, deslumbra-se com aquele homem de cabeça aos pés, então diz:
- Claro...Claro...Que sim, obrigada!
obrigada mesmo!
A menina Glória assustada e com a
cara branca de medo visualiza aquele moço e fica por uma instante estática sem
saber muito que fazer. Não sabe muito bem o que falar, mas ali fica e pensa:
- Obrigada senhor. Salvou nossa
vida. Tanto tempo que venho aqui, isso ainda não tinha acontecido.
- Verdade, também não vejo muito
isso por aqui. Venho sempre ao final de semana. Frequentemente tenho vindo ao
domingo. Ah sim, meu nome é Rogério Souza Cruz, sou da Polícia.
As duas primas regalaram os olhos e
percebem como aquilo ali poderia ter rendido mais, uma prisão. Talvez sair no
jornal “Meninas foram salva por um rapaz, extra! extra!”. Então, as duas
garotas se apresentam:
- Meu nome é Glória
- Meu Aline...Senhor...
- Ah sim! Gloria e Aline, prazer em
conhecer vocês. Estejam sempre em alerta para que nada de ruim ocorra.
Com o terminar daquelas palavras
Aline fica toda vermelha e olha seriamente para aquele rapaz e diz:
- Tudo...Tudo...Bem meu caro
senhor.
Naquele momento o rapaz volta para
o seu lugar onde estava tomando um sorvete. As duas meninas sentam-se de volta
ao redor do monumento e agradecem olhando para o mesmo.
Nunca tinham notado a cruz
monumental e que a parti de então, veem como algo a mais. Principalmente Aline que
sentia que tinha encontrado alguém especial e que ali virou algo com outro
significado sentimental.
Enquanto isso o vento começa
a ficar forte e as árvores balançam com maior intensidade. E o vendedor de coco
arrumando a barraca grita:
- Vem chumbo grosso por aí. É muita
água!
As pessoas da orla começam a se
movimentar por conta da aproximação da chuva e com o potencial hídrico
amazônico que cai lá de cima.
Nenhum comentário:
Postar um comentário