quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

III - Tarde de sábado em Icoaraci

              A família de Glória possui hábito de cada final de semana por mês, ir ao distrito de Belém, Icoaraci. A menina feliz com os pais e seus dois irmãos, ler em voz alta na parte de trás do carro, uma matéria especial publicada pelo Jornal Pessoal:


- Distantes aproximadamente vinte quilômetros de Belém, Icoaraci é um dos oitos distritos da capital paraense. O seu nome é de origem tupi e significa “Sol do Rio” com a junção y(Rio) e  kûarasy(Sol).
A menina para por um instante e fica curiosa com aquelas palavras tupi. E pensa naquele vocabulário novo que acabou de conhecer. Percebe como é interessante  e com curiosidade pergunta para os pais:
- Vocês sabem o que significa Icoaraci?
            A mãe nota a pergunta e responde:
- Sim Glorinha, estava escutando você e seu jornal. Sabe, lá é bonito principalmente a orla no final de tarde. Sempre me sinto feliz no vento da natureza. Né Eduardo?
O marido com atenção para a pista não atende a esposa naquele momento. Depois de alguns segundos percebendo o silêncio no carro olha para a mulher e fala:  
- Sim querida, sabe daqueles dias na orla?
A esposa surpresa fica um pouco constrangida com aquela pergunta:
-Eduardo! Para!.
              O marido sorrir como se naquela pergunta tivesse outro pensamento que não poderia ser compartilhado com os outros integrantes do veículo. Somente por eles dois, e que se olhavam um para outro com nostalgia de outros tempos.
Depois de alguns minutos, a família chega à orla de Icoaraci no final de tarde de sábado. Gostam de ficar em um bar perto da Feira do Artesanato do Paracuri. Para aproveitar conversas com amigos e familiares que ali frequentam.
Na movimentação do momento, Glória pede para dar uma volta:
- Mãe eu posso andar pela orla?
A mãe olha para a filha e fala:
- Você pode, mas leve a sua prima Aline.
- Pode ser mãe, vou falar com ela.
 A menina Aline tem seus quinze anos de idade e é uma morena que tem corpo com variadas curvas que chama atenção de jovens rapazes. Gostava de variados tipos de música e não se importava com que os outros falavam dela.
- Aline, vamos andar pela orla?
- Pode ser Glorinha, estou entediada aqui.
- Então ok. Vou falar com a mamãe e a gente vai dar uma volta.
- Tudo bem Glorinha.
Depois de alguns minutos as duas meninas saem para passear pelo local. Chamavam atenção de meninos que ali estavam. Os rapazes procuravam chamar atenção para conversar com aquelas duas garotas. Mas Glória e Aline seguiam o caminho para aproveitar alegria do local.
No final de semana, a orla é cheia. Festa em bares, crianças correndo, vendedores de pipoca, famílias conversando, aparelhagem as suas músicas nas casas de festas. O movimento é intenso em diferentes cantos. Conversas ajudam a colaborar para a energia festiva da localidade. 

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