terça-feira, 28 de novembro de 2017

II - Segunda Feira no Colégio

No carro do pai indo para o colégio Gentil de manhã cedo, Glória Queiroz Corrêia pensa naquele garoto que nunca vira antes. Um sentimento despertou dentro do peito, tipo uma dor, porém algo relaxante e profundo.

 Olha pela janela do carro pensa no momento em que viu aquele ser solitário no meio da praça.  Poderia ter falado melhor, porém não conhecia e os pais não gostariam que ela falasse com o desconhecido. Assim seguiu a viagem, pensando naquele dia.
 
 Chega ao colégio, desce do carro, pega o guarda chuva e se despede do pai. Anda vagarosamente até ao portão, no meio da manhã chuvosa  da cidade de Belém.
Na porta da sala, olha o professor da disciplina de Física no qual pede para que ela entre, pois a aula irá iniciar quanto antes.
 
Na sala, não consegue entender muito bem a aula, queria ser advogada estava no último ano do ensino médio. Então começa a imaginar como as equações são exatas. Visualiza  o quadro os números transforma-se em uma imagem de uma pessoa, até que em certo momento se espanta com o grito do professor.

- Glória! Glória!!
- Oi professor, o que foi?
- Você não me escutou te perguntando a equação do movimento?

 A garota fica vermelha, olhando para o lado e para outro. Pensa no livro que se encontra fechado em sua mesa, no qual  possui  variadas formulas possíveis de Física. Observa à frente e tenta expressar algum sinal para a sua melhor amiga a Débora, mas nenhum esforço é possível, então fala:

- Hoje não estou bem professor.
- O que você estar sentido?
- Estou com muita dor de cabeça.
- Você não quer ir embora?
- Não professor, eu posso ficar até a final.
- Então tudo bem.

           Glória sempre foi boa aluna. Respondia as perguntas feitas como as atividades proposta na lousa pedida. Porém naquele dia estava estranha diferente de outro dia.

No intervalo Glória chamou Débora para falar algo:

- Débora, tenho algo para te falar.
- O que foi Glorinha.
- Acho que estou gostando de alguém.
- Quem?

Neste instante Glória fica estática sem saber o que falar. Por um momento fica pensando no que iria dizer. Desconversa, fala que é brincadeira e chama a Débora para a lanchonete da escola, lanchar uma tapioca com café, conversar sobre o que vem ocorrendo naquele momento de escola.

Nenhum comentário:

Postar um comentário