Em um domingo de março, João da
Silva Neto um menino com seus vinte anos de idade, alto moreno cor de jambo, sai
de sua casa no bairro da Cremação rumo o da Batista Campos. Procura algo para
fazer. Neste dia, ele vai sozinho com a sua bicicleta cortando as ruas e vielas
escuras da cidade de Belém.
Ele encontra-se apático, pelo
fato de não ter os seus amigos ao seu lado. Os companheiros viajaram para
Outeiro, distrito de Belém. O menino João não pode ir, pois não possuía
dinheiro para a confraternização neste final de semana. Pensava como seria bom
ficar com os amigos, bebendo e com meninas, acompanhar o pai no trabalho de
vigilância, mas tinha que também estudar.
No meio do caminho, teve ideia de
ir para a Praça Batista Campos. Não gostava de frequentar o local, já que as
pessoas ficavam olhando para ele com medo. Porém, decidiu ir, porque precisava
fazer algo.
A chegada à praça, algumas pessoas
saíram de perto, outras ficaram olhando com medo. Com simplicidade senta-se em
um banco da localidade e fica ali observando o movimento. Sozinho pensa como o
final de semana vem ocorrendo.
Neste instante algo bate em sua
perna. É uma bola grande cor azul de parque de diversão. Ele olha para
baixo e quando percebe alguém pede desculpa e João fixa o olhar para a pessoa.
É uma menina, de mais ou menos dezessete anos. Loira, branca de olhos azuis. Neste
momento o garoto fica imóvel, não consegue responder aquela delicada palavra.
A garota pega a bola e segue a brincadeira na praça.
A menina brinca ali com sua família
seu pai a sua mãe e seus dois pequenos irmãos. O pai e a mãe tem influência na
cidade, são donos de algumas lojas no shopping localizado no centro de Belém.
Nos instantes que sucederam, João passa
a olhar para aquela menina. Em alguns momentos ela olha e sorri para o garoto.
Tudo de maneira natural quando ele percebe, já passa das dez horas da noite.
Ele tinha prometido para a mãe, chegar cedo. Pega a bicicleta e retorna a caminho
para casa.
Quando chega, deixa o veículo de duas rodas na
parte da frente em uma varanda e entra na casa de madeira da avó. A mãe deitada na
rede, fala para o filho que só tem chibé para jantar. O garoto olha para a comida e
come, pensando naquela menina linda, aquela que o fez sentir algo de bom.
Nenhum comentário:
Postar um comentário