domingo, 19 de novembro de 2017

I - A Praça da Batista Campos

Em um domingo de março, João da Silva Neto um menino com seus vinte anos de idade, alto moreno cor de jambo, sai de sua casa no bairro da Cremação rumo o da Batista Campos. Procura algo para fazer. Neste dia, ele vai sozinho com a sua bicicleta cortando as ruas e vielas escuras da cidade de Belém.

 Ele encontra-se apático, pelo fato de não ter os seus amigos ao seu lado. Os companheiros viajaram para Outeiro, distrito de Belém. O menino João não pode ir, pois não possuía dinheiro para a confraternização neste final de semana. Pensava como seria bom ficar com os amigos, bebendo e com meninas, acompanhar o pai no trabalho de vigilância, mas tinha que também estudar.

No meio do caminho, teve ideia de ir para a Praça Batista Campos. Não gostava de frequentar o local, já que as pessoas ficavam olhando para ele com medo. Porém, decidiu ir, porque precisava fazer algo.

A chegada à praça, algumas pessoas saíram de perto, outras ficaram olhando com medo. Com simplicidade senta-se em um banco da localidade e fica ali observando o movimento. Sozinho pensa como o final de semana vem ocorrendo.

Neste instante algo bate em sua perna. É uma bola grande cor azul de parque de diversão. Ele olha para baixo e quando percebe alguém pede desculpa e João fixa o olhar para a pessoa. É uma menina, de mais ou menos dezessete anos. Loira, branca de olhos azuis. Neste momento o garoto fica imóvel, não consegue responder aquela delicada palavra. A garota pega a bola e segue a brincadeira na praça.

A menina brinca ali com sua família seu pai a sua mãe e seus dois pequenos irmãos. O pai e a mãe tem influência na cidade, são donos de algumas lojas no shopping localizado no centro de Belém.

Nos instantes que sucederam, João passa a olhar para aquela menina. Em alguns momentos ela olha e sorri para o garoto. Tudo de maneira natural quando ele percebe, já passa das dez horas da noite. Ele tinha prometido para a mãe, chegar cedo. Pega a bicicleta e retorna a caminho para casa.

Quando chega, deixa o veículo de duas rodas na parte da frente em uma varanda e entra na casa de madeira da avó. A mãe deitada na rede, fala para o filho que só tem chibé para jantar. O garoto olha para a comida e come, pensando naquela menina linda, aquela que o fez sentir algo de bom. 

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