sábado, 4 de abril de 2015

Parte III - Tarde de Sábado em Icoaraci


A família de Glória possui hábito de cada um final de semana por mês, ir ao distrito de Icoaraci. A menina feliz com os pais e seus dois irmãos, ler em voz alta na parte de trás do carro, uma matéria especial publicada pelo Jornal Pessoal:
- Distantes aproximadamente vinte quilômetros de Belém, Icoaraci é um dos oitos distritos da capital paraense. O seu nome é de origem tupi e significa “Sol do Rio” com a junção y(Rio) e  kûarasy(Sol).
A menina para por um instante e fica curiosa com aquelas palavras tupi. E pensa naquele vocabulário novo que acabou de conhecer. Então percebendo uma curiosidade pergunta para os seus pais:
- Vocês sabem o que significa Icoaraci?
A mãe percebendo a pergunta, responde:
- Sim Glorinha, estava escutando você e seu jornal. Sabe, lá é bonito principalmente a orla no final de tarde. Sempre me sinto feliz no vento da natureza. Né Eduardo?
O marido com atenção para a pista não atende a esposa naquele momento. Depois de alguns segundos percebendo o silêncio no carro olha para a mulher e fala:  
- Sim querida, sabe daqueles dias na orla?
A esposa surpresa fica um pouco constrangida com aquela pergunta:
-Eduardo! Para.
Então o marido sorrir como se naquela pergunta tivesse outro pensamento que não poderia ser repartido. Somente por eles dois que ali olhavam um para outro com nostalgia de outros tempos.
Depois de alguns minutos, a família chega à orla de Icoaraci no inicio de tarde de sábado. Sempre ficam em um bar perto da Feira do Artesanato do Paracuri. Aproveitam conversas com amigos e familiares que ali frequentam.
Nesse caminhar, Glória pede para dar uma volta:
- Mãe posso andar pela Orla?
A mãe olha para a filha e fala:
- Você pode, mas leve a sua prima Aline.
- Pode ser mãe, vou falar com ela.
 A menina Aline tem seus quinze anos de idade e é uma morena que tem corpo com variadas curvas que chama atenção de um quarteirão inteiro por onde passa. Sempre gostou de todo tipo de música e não se importava muito com que os outros falavam.
- Aline, vamos andar pela Orla?
- Pode ser Glorinha, estou entediada aqui.
- Então ok. Vou falar com a mamãe e a gente vai indo.
- Tudo bem Glorinha.
Depois de alguns minutos as duas meninas saíram para  aproveitar a Orla. Sempre sendo percebidas por meninos de todos os cantos que procuravam chamar e conversar com aquelas duas jovens.

No final de semana, a Orla sempre é cheia. Festa em bares, crianças correndo, vendedores de pipoca, famílias conversando, aparelhagem iniciando as suas músicas nas casas de festas. O movimento é intenso e musica em  vários cantos e conversas ajudam a colaborar para a energia festiva daquele local. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário