quinta-feira, 12 de março de 2015

Parte I - A Praça da Batista Campos

Em um domingo de março, João da Silva Neto sai da sua casa na cremação rumo a Batista Campos, procurando algo para fazer. Neste dia, ele vai sozinho com a sua bicicleta cortando as ruas vielas escuras da cidade de Belém.
 Ele encontra-se apático, pelo fato de não ter os seus amigos ao seu lado. Todos viajaram para Outeiro. João não pode ir, pois não tem dinheiro neste final de semana. Sempre pensava como seria bom ficar com os amigos, bebendo e com meninas.
No meio do caminho, teve ideia de ir para a Praça Batista Campos. Não gostava de frequentar a Praça, já que as pessoas ficavam olhando para ele com medo. Porém, decidiu ir, porque precisava fazer algo.
Com a chegada ao local, algumas pessoas saíram de perto, outras ficaram olhando com medo. João com toda a simplicidade senta-se em um banco da Praça e fica ali olhando o movimento. Sozinho e solitário e pensa como o final de semana vem acontecendo.
Neste instante algo bate em sua perna. É uma bola, aquelas de parques de diversão. Ele olha para baixo e quando percebe alguém pede desculpa e João fixa o olhar para a pessoa. É uma menina, de mais ou menos dezessete anos. Loira, branca de olhos azuis neste momento o garoto fica imóvel, não consegue responder aquelas delicadas palavras. A garota pega a bola e segue a sua brincadeira na Praça.
Ela brinca ali com sua família seu pai a sua mãe e seus dois irmãos pequenos. O pai e a mãe tem grande influência na cidade, são donos de algumas lojas no shopping  Pátio Belém.
João assim passa o resto da sua estada na praça olhando para aquela menina. Em alguns momentos ela olha e sorri para o garoto. Tudo natural em que quando ele percebe, já passava das dez horas da noite. Ele tinha prometido para a mãe, chegar cedo em casa. Então pega a bicicleta e retorna pelo mesmo caminho.

Quando chega, deixa a bicicleta na parte da frente e entra na casa de madeira no quintal da avó no Jurunas. A mãe deitada na rede, fala para o filho que só tem chibé para jantar. João olha para a comida e come, pensando naquela menina mais linda que já viu em sua vida. 

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