quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Chuva da Noite

Deitado escuto sons Descomunal
Olho na janela não há pessoas na rua
O escuro é dominante
Na noite fria misteriosa

Na frente nada tem mais
Nos bares o silêncio permanente
Nas ruas gotas disputam espaços
Na noite fria e obscura

A chuva cai na calçada
Das casas cai a água berrante e incolor
E na minha janela sinto
A linguagem fria orgulhosa

Então volto para minha cama
E sonho a noite
Na estrada da chuva
Na estrada do meu tempo

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