Nos tempos de
julho, tudo se torna a melhor forma possível para retirar o cansaço dos meses
anteriores. Belém, rodeado de toda exuberância amazônica, forma um centro
rodeado de ilhas e formas naturais. Banhistas não esperam, vão à procura e constroem
os seus finais de semana nas férias de sol alpino amazônico.
No andar das primeiras horas de domingo, começa o movimento. Ônibus seguindo para mosqueiro, na parada de são brás. navios seguindo para ilha do Marajó, na estação das docas. barcos indo para cotijuba, em icoaraci. ônibus seguindo para todos os cantos, na rodoviária. É bela a forma e o movimento do povo belenense, distraído e seguindo os melhores cantos. Deixando a cidade, e mudado a sua rotina e forma de falar.
Belém nesse período fica estranha, algo parecido como uma cidade fantasma diferente em seu jeito de movimento de metrópole. Ficam aqui, aqueles que devem trabalhar e fazem com que nada pare, e a cidade, continue pulsante como viva. Quando chove na tarde azul, escorre o som sozinho, levando o homem a um olhar profundo ou a um sono tranquilo ao vento.
Nas ilhas, o movimento é intenso, musica para todos os cantos. Meninos correndo para pegar pipa que caiu na água, a morena pegando sol, o bar colocando bebida e pessoas e pessoas. Ali na beira da praia, olhando a beleza da natureza ao vento intenso. O ritmo vai mudando ao decorrer das horas, parece que uma espécie de saudade vai incorporando a fisionomia daquelas pessoas, mas a conversa não para e tudo continua ao som das músicas.
Final de tarde chega, é hora de seguir de volta para Belém. Cada um com a espera do barco, Navio, ônibus. Todos alegres, alguns meio sem a razão devida, outros brigam em uma esquina, mas tudo vai à tranquilidade. Na viagem, tudo é silêncio, alguns dormem, outros veem toda a beleza que passa por seus olhos, até chegar a Belém.
Na segunda, a
cidade volta a ser metrópole. Com todo vapor pulsante e sua característica
peculiar. E seus habitantes, a entendem e constroem a sua jornada e feriados
para melhor expressão amazônica. Ao mundo grandioso que vivem, a natureza de
ser, Amazônia.
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