terça-feira, 4 de março de 2014


Texto exposto na oficina de comunicação da UFPA
As variadas realidades sociais 
No Ver-o-peso, ocorre  variadas estruturas sociais que se misturam. A cadeia do pescado é uma dessas estruturas,  que compõe a feira. De manhã, variados compradores se estreitam no trapiche do Ver-o-Peso, o Pescador, não está mais ali para o processo da venda, talvez alguns estejam, outros já foram para o merecido descanço. O Dono do Barco ali está para a venda e o lucro do dia. Em uma entrevista feita mais ou menos uma ano,no local, tive a percepção de como ocorre o todo processo e sua evolução dentro do trapiche do Ver-o-Peso, para exemplicar com melhor explicação, estarei colocando  entrevistas dos dois agentes sociais anteriomente colocado e importantes no movimento do produto.
Pergunta ao primeiro momento, o motivo de está naquela função ?
O pescador me respondeu: Ah... por causa da minha família, tenho muita gente em casa preciso sustentar, o ruim é que trabalho muito, ( Mostrou a sua mão, cheia de calo), e ganho muito pouco pelo que faço.
O Dono do Barco: Preciso pagar algumas dívidas, preciso trabalhar para manter o que eu tenho.
No segundo momento, a diferença entre o Dono do Barco e o Pescador ?         
O pescador me respondeu: São muitas, começando pelo trabalho, vou em alto mar, fico de 15 dias a 1 mês, e quando chego, ainda carrego o peixe e recebo pouco, o dono do barco fica só lá de boa e ainda ganha melhor.
O Dono do Barco: A são as que deveriam, ele faz  serviço braçal e eu o administrativo, vou na minha cidade venho aqui para Belém, vendo aos fornecedores o peixe, seguindo o esquema.
 A pergunta final, você acha que está sendo enganado no seu trabalho ?
O Pescador: Acho que sim, sinto isso pelo que faço, não sei te explicar.
O Dono do Barco: Vejo que não, talvez pelo preço do produto que está baixa, mas deve ser pela venda e procura.
A cadeia funciona da seguinte forma, o Pescador vai a alto mar contratado pelo Dono do Barco e fica por alguns dias no extremo no norte do Pará, assim depois da pesca, vem para Belém ou para uma cidade  do interior do Estado, vindo para Belém, chega em meio a madrugada onde o dono do Barco está lhe esperando no trapiche do Ver-o-Peso, sendo dessa forma, o produto já pode ter sido vendido para alguma empresa ou até vendido no momento da chegada,sendo desssa forma distribuído para a cidade. Enfim, a relação entre o Pescador e o Dono do barco,  já vem por muitos anos, a desigualdade vem com a forma econômica afetando a cadeia, as suas realidades completam o ciclo, concretizando em as variadas realidades sociais.          Na segunda parte,
Como é a estada em alto mar ?
O Pescador: Bom passamos um bom tempo lá, e bate saudade da família e da terra firme.
Como é a chegada em em Belém ?
Pescador: Bom chegamos pela madrugada por volta das 2h da manhã. Esperamos o descarregamento dormindo no barco para irmos para nosssa cidade descançar.
E vocês ganham no momento da chegada ?
Pescador: bom as vezes sim, outras pegamos o dinheiro depois da chegada na cidade natal, ou anteriomente lá também. Ruim quando o Dono do Barco não paga na hora certa.
O ciclo compõe toda a rede do pescado que começa da pesca até a venda do produto ao consumidor final, que é a venda nos supermercados e feiras livre de Belém, constituindo parte da economia belenense. A passaem do peixe compõe dessa forma as variadas camadas que estão na sociedade da cidade.
Na terceita parte.
O produto vai para que destino ?
Dono do Barco: Bom vai em sua maioria para o mercado de Belém, outros vão para fora do Estado.
Qual o ganho do produto ?
Dono do Barco: O ganho é bom, da para sustentar a família, o problema quando não está na safra, é complicado.
A administração da venda, como é ?
Dono do Barco: É tenho que me esforça para contratar algumas pessoas para movimentar, se isso não acontece, nada feito.
A venda para feiras e Supermercados, como ocorre ?
Dono do Barco: Bom posso vender o produto anteriomente ou vender na beira, mas para empresas, já negocio anteriomente só para trazer e descarregar o pescado.

Bom aí então está a rede e sua formação, propicinado a suas variadas facetas e vertente sociais, algum dia, o olhar a mais teram todos que de alguma forma compõe essa estrutura, e que de fato tem a costatação social. A notícia  em todas a suas linguagens, como sempre, noticiando.

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